Marcos Monteiro
Fiquei sem meus pés no chão,
Um peso o meu peito a apertar,
Quando fui lhe encontrar
Na cruz da minha aflição.
Vaguei sem paz, sem razão,
Sem entender quem eu sou
Tudo que fiz desabou
Como pedras de sabão
Que meu corpo balançavam.
Eu fui chamado de louco,
Qualquer desgraça era pouca,
E as minhas costas vergaram.
Foi assim que eu entendi
Do viço da natureza.
Tanta poesia e beleza,
São um presente do amor,
Do tempo e das borboletas.
Agora, pois, lhe convido
Pra comigo mergulhar
E, na incerteza do mar
Ter a certeza da vida.
Maceió, 23 de fevereiro de 2026


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