Marcos Monteiro
Estavam conversando sobre emoções.
Você está sempre tranquila, Mauritinha.
A vida é uma panela de pressão e tenho medo quando a sua explodir.
Eu descarrego num texto cheio de dissonâncias ortográficas.
O meu romance tem final infeliz, a heroína é uma paladina da norma culta.
Foi assassinada quando descobriram incongruências, políticas, econômicas e linguísticas no seu romance.
Vícios de linguagem, Oxímoros, catacreses, pleonasmos, redundâncias, repetições do ridículo, metonímias insensatas, petição de princípio, generalizações apressadas e outras transgressões.
Eu tento fazer pior, jogo no lixo e saio leve para enfrentar o absurdo linguístico da vida.
Maceió, 27 de fevereiro de 2026.


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