Marcos Monteiro
Para os pobres demora o prontuário.
Pobres perambulam pelas ruas
E mostram suas chagas nuas, cruas,
Como as chagas de Cristo no calvário.
Somos Herodes, Pilatos, emissários,
Da injustiça. O pobre para nós é réu primário,
Detrás das grades da dor e da agonia.
Pára nós, os seus gritos são poesia,
Motivo de chacota, que avaria
O que lhes resta de paz, de harmonia.
O martelo da injustiça, em zombaria,
Por suas morte infinitas de sangria,
Porém é deles o Reino da alegria.
Maceió, 10 de março de 2026.


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